Empregos no setor crescem 20% até julho

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) divulgou a 2ª edição do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, que acompanha indicadores econômicos de diferentes segmentos do ecossistema do saneamento no Brasil. Com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Radar Asfamas apontou que o número de pessoas empregadas em obras de infraestrutura de saneamento cresceu 20% nos sete primeiros meses de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado supera o desempenho observado em outros segmentos relacionados à cadeia da construção e evidencia o aquecimento da infraestrutura de saneamento no período. “O crescimento do emprego nas obras de saneamento é um sinal importante de que a infraestrutura vem ganhando espaço na atividade econômica. Por outro lado, as atividades de instalações hidráulicas em edificações seguem num ritmo mais lento. Acompanhar esses indicadores permite compreender melhor a evolução do setor, identificar oportunidades e fortalecer o planejamento dos investimentos necessários para ampliar o acesso da população aos serviços de saneamento”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.
O emprego no setor de edificações avançou 3,3% até julho, enquanto nas instalações hidráulicas, o crescimento atingiu 1,0%, com o comércio de materiais de construção registrando ligeiro aumento de 0,4% entre janeiro e julho de 2026, indicando relativa estabilidade nesses segmentos. O setor de projetos de engenharia e arquitetura cresceu 5,9% no emprego entre janeiro e julho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. No mercado imobiliário, que inclui atividades de compra, venda, aluguel e incorporação de imóveis, o crescimento foi de 5,1%.
Já a produção física global da indústria do saneamento teve incremento de 3,9% na média de janeiro a junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O indicador, elaborado pela Ex Ante Consultoria Econômica com base em dados do IBGE e da Caixa Econômica Federal, considera produtos destinados à construção predial, à infraestrutura de saneamento e ao comércio. Entre os itens contemplados estão tubos e conexões de PVC; tubos de ferro e aço; acessórios plásticos para banheiros; caixas d’água; válvulas e registros; além de materiais e equipamentos utilizados na infraestrutura de saneamento.
Os resultados reforçam a importância do acompanhamento sistemático dos indicadores econômicos para compreender o comportamento da cadeia produtiva, identificar tendências e subsidiar decisões de empresas, investidores e formuladores de políticas públicas. Lançado em maio de 2026, o Radar ASFAMAS integra uma nova frente de comunicação da entidade, voltada à produção e à disseminação de conhecimento e inteligência setorial. A iniciativa busca ampliar a transparência sobre o desempenho da indústria e contribuir para o debate público sobre os desafios e as oportunidades do saneamento no país.












